1º Encontro Catarinense da Síndrome do X Frágil / DIA 1º DE SETEMBRO NO COLÉGIO MENINO JESUS A PARTIR DAS 8:00 hs às 19:00hs...............  

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  »»Síndrome do “X”Frágil, o que devemos saber sobre ela?  
 

     A partir de 1975 a Síndrome do “X”Frágil  tem sido considerada uma das mais importantes anomalias ligadas ao cromossoma X .Nela esta contida a forma mais comum de retardo mental herdado.Seu nome deve-se a presença de um sítio frágil observado no braço longo do cromossoma “X”,em sua região terminal  (Xq27.3). É  observado através de cultura de sangue periférico pelo exame de Citogenética (Análise dos Cromossomas).Esta fragilidade cromossômica é vista geralmente nos meninos(60% dos pacientes só que apresentam) . É  a  segunda Síndrome cromossômica mais frequente  após a S. de Down , ou seja Um (1) em cada 1500 homens e Uma (1) em cada 2500 mulheres são afetadas para esta Síndrome ou chamada também de S. de Martin Bell. 

DIAGNÓSTICO CLÍNICO 

Características físicas:

Físicamente os sintomas desta síndrome são bastante heterogêneos.Suas características fenotípicas variam de acordo com a idade por isso a dificuldade muitas vezes de um diagnóstico clínico.Na puberdade as características são mais evidentes:orelhas grandes  (80% dos adultos) ,faces alongadas,testículos aumentados(80 % dos adultos),hiperexten-sibilidade das articulações (60%) , queixo proeminente, pés planos (50%) e perímetro cefálico aumentado.

 Características Comportamentais:

 São heterogêneos também.Na infância é comum a hiperatividade e a falta de atenção nos meninos.A timidez nas meninas é bastante observada.O distúrbio de fala e sinais de distúrbio do comportamento se manifestam nesta fase.Na fase escolar são notados pelo distúrbio atencional,e  o distúrbio de aprendizado.Nesta etapa pode aparecer também a fala repetitiva,as imitações,maneirismos de mãos,agressividade e dificuldade em manter um tema. Na Puberdade isolam-se socialmente, agravando a timidez nas meninas, podendo chegar a uma depressão.A intelectualidade diminui, a agressividade às vezes aumenta, não sustentam o olhar .Portanto o diagnóstico não se faz essencialmente pela presença das características físicas,e sim a qualquer demonstração de atraso mental,história familiar com atraso mental e ou dificuldade de aprendizado de etiologia desconhecida e em combinação com algumas das características acima evidenciadas ,nos faz suspeitar que encontramos um indivíduo com a Síndrome do X-Frágil.

O QUE CAUSA A SÍNDROME

 A proteína FMRP é indispensável para o desenvolvimento do sistema nervoso.Pessoas normais possuem a proteína FMRP.Indivíduos com X Frágil não produzem esta proteína,desestabilizando todo o processo cerebral. Esta proteína é que ativa o Gen FMR-1 que se encontra no cromossoma X .A ausência desta proteína afeta mais os homens que as mulheres ,já que as mulheres possuem dois cromossomas X.

TÉCNICA E MÉTODOS

Hoje com os genes já bem definidos, FMR1 e FMR2 ,já podemos fazer diagnósticos concretos para a Síndrome do “X”Frágil.Estes diagnósticos são realizados através de técnicas de Biologia Molecular tais como PCR ( Reação de Cadeia da Polimerase )e Southern Blot.Estas técnicas são mais sensíveis e se baseiam na análise de DNA e quando utilizados conjuntamente são capazes de diagnosticar 96% dos casos.As análises feitas podem ser através de Sangue, fio de cabelo e até Líquido Amniótico em caso da mãe estiver grávida. O PCR é um triador inicial que apresenta vantagens como de ser mais barato que o Blot, mais fácil, rápido e com muita sensibilidade, podendo determinar os pacientes normais, e pré-mutados Não é útil no caso de meninas homozigotas e em casos de confirmação de pacientes afetados.Então é utilizado finalmente o Southern Blot (mais caro, e mais demorado).  

ANÁLISE DOS RESULTADOS 

A análise dos resultados baseia-se no número de repetições de CGG ou  seja : Citosina,  Guanina,Guanina ,que em indivíduos normais apresentam de 6 a 52 cópias.Uma expansão de 52 a 200 cópias é associado à pré-mutações : podem apresentar sintomas mais suaves da Síndrome e podem ser portadores assintomáticos (muitas mães são pré-mutadas e não apresentam  estigmas da síndrome).E quando supera as 200 repetições tem-se a Mutação Completa ou seja ,o paciente afetado com a S. do X-Frágil..

HERANÇA:

Os descendentes dos portadores da S. do X Frágil são diferentes ,dependendo do sexo.Ou seja:Quando o pai é o portador pode transmitir o cromossoma X a sua filhas ,mas nunca para seus filhos.A mãe portadora tem a probabilidade de 50% de transmitir o gen afetado a cada um de seus filhos e filhas.

TRATAMENTO

Na atualidade não existe cura para a S. do X Frágil , mas muitos experimentos estão se desenvolvendo através da Terapia e Engenharia Genética . Mas , tratamentos medicamen- tosos , educacional e ocupacional são realizados com êxito , auxiliando ao indivíduo   seu convívio familiar, escolar e social.

PROJETOS EM SANTA CATARINA

Barbato I.T. e cols(1999),realizaram o primeiro estudo para determinar a Síndrome do X Frágil em Santa Catarina através de Biologia Molecular.Projetos iniciais na FURB (Universidade de Blumenau), e Univali (Universidade de Itajaí)estão sendo realizados através de questionários prévios(Randi Hangerman) em Escolas Municipais e APAE fazendo uma pré-seleção para em seguida  determinar molecularmente  estes supostos indivíduos com S. do X Frágil.

 

 PRIMEIRO ENCONTRO  SOBRE A SÍNDROME

 

Oportunidade única para o conhecimento desta síndrome será realizado o Primeiro Encontro Catarinense sobre a Síndrome do X Frágil,com o objetivo de divulgar melhor esta doença em nosso meio, e de formar a Associação Catarinense da Síndrome do X Frágil.Auxiliando assim melhor aos pais e profissionais que trabalham nesta área.A data do encontro será dia 1º de setembro com convidados Estrangeiros e Nacionais.

Local : Colégio Elementar Menino Jesus ( Teatro), rua Bocaiúva (Florianópolis-SC).

PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS 

Por ser uma Síndrome de tratamento multidisciplinar ,vários profissionais devem ser envolvidos.Como:Médicos,Biólogos,Psicopedagogos,Pedagogos,psicólogos,fonoaudilógos e fisioterapeutas.

Ingrid Tremel Barbato(bióloga e resp. pelo Laboratório Neurogene)

e-mail    neurogene@floripa.com.br  ou   xfragil@floripa.com.br

fone: (48)2236891            fax:   (48)2230229

 
 

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