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A partir de 1975 a Síndrome do “X”Frágil
tem sido considerada uma das mais importantes anomalias
ligadas ao cromossoma X .Nela esta contida a forma mais comum
de retardo mental herdado.Seu nome deve-se a presença de um sítio
frágil observado no braço longo do cromossoma “X”,em sua
região terminal (Xq27.3).
É observado
através de cultura de sangue periférico pelo exame de
Citogenética (Análise dos Cromossomas).Esta fragilidade
cromossômica é vista geralmente nos meninos(60% dos
pacientes só que apresentam) . É
a segunda
Síndrome cromossômica mais frequente após a S. de Down , ou seja Um (1) em cada 1500 homens e Uma
(1) em cada 2500 mulheres são afetadas para esta Síndrome ou
chamada também de S. de Martin Bell.
DIAGNÓSTICO
CLÍNICO
Características
físicas:
Físicamente
os sintomas desta síndrome são bastante heterogêneos.Suas
características fenotípicas variam de acordo com a idade por
isso a dificuldade muitas vezes de um diagnóstico clínico.Na
puberdade as características são mais evidentes:orelhas
grandes (80% dos adultos) ,faces alongadas,testículos aumentados(80
% dos adultos),hiperexten-sibilidade das articulações (60%)
, queixo proeminente, pés planos (50%) e perímetro cefálico
aumentado.
Características
Comportamentais:
São
heterogêneos também.Na infância é comum a hiperatividade e
a falta de atenção nos meninos.A timidez nas meninas é
bastante observada.O distúrbio de fala e sinais de distúrbio
do comportamento se manifestam nesta fase.Na fase escolar são
notados pelo distúrbio atencional,e
o distúrbio de aprendizado.Nesta etapa pode aparecer
também a fala repetitiva,as imitações,maneirismos de mãos,agressividade
e dificuldade em manter um tema. Na Puberdade isolam-se
socialmente, agravando a timidez nas meninas, podendo chegar a
uma depressão.A intelectualidade diminui, a agressividade às
vezes aumenta, não sustentam o olhar .Portanto o diagnóstico
não se faz essencialmente pela presença das características
físicas,e sim a qualquer demonstração de atraso mental,história
familiar com atraso mental e ou dificuldade de
aprendizado de etiologia desconhecida e em combinação com
algumas das características acima evidenciadas ,nos faz
suspeitar que encontramos um indivíduo com a Síndrome do
X-Frágil.
O QUE CAUSA A SÍNDROME
A
proteína FMRP é indispensável para o desenvolvimento do
sistema nervoso.Pessoas normais possuem a proteína FMRP.Indivíduos
com X Frágil não produzem esta proteína,desestabilizando
todo o processo cerebral. Esta proteína é que ativa o Gen
FMR-1 que se encontra no cromossoma X .A ausência desta proteína
afeta mais os homens que as mulheres ,já que as mulheres
possuem dois cromossomas X.
TÉCNICA
E MÉTODOS
Hoje com
os genes já bem definidos, FMR1 e FMR2 ,já podemos fazer
diagnósticos concretos para a Síndrome do “X”Frágil.Estes
diagnósticos são realizados através de técnicas de
Biologia Molecular tais como PCR ( Reação de Cadeia da
Polimerase )e Southern Blot.Estas técnicas são mais sensíveis
e se baseiam na análise de DNA e quando utilizados
conjuntamente são capazes de diagnosticar 96% dos casos.As análises
feitas podem ser através de Sangue, fio de cabelo e até Líquido
Amniótico em caso da mãe estiver grávida. O PCR é um
triador inicial que apresenta vantagens como de ser mais
barato que o Blot, mais fácil, rápido e com muita
sensibilidade, podendo determinar os pacientes normais, e pré-mutados
Não é útil no caso de meninas homozigotas e em casos de
confirmação de pacientes afetados.Então é utilizado
finalmente o Southern Blot (mais caro, e mais demorado).
ANÁLISE DOS RESULTADOS
A análise
dos resultados baseia-se no número de repetições de CGG ou
seja : Citosina, Guanina,Guanina
,que em indivíduos normais apresentam de 6 a 52 cópias.Uma
expansão de 52 a 200 cópias é associado à pré-mutações
: podem apresentar sintomas mais suaves da Síndrome e podem
ser portadores assintomáticos (muitas mães são pré-mutadas
e não apresentam estigmas
da síndrome).E quando supera as 200 repetições tem-se a
Mutação Completa ou seja ,o paciente afetado com a S. do
X-Frágil..
HERANÇA:
Os
descendentes dos portadores da S. do X Frágil são diferentes
,dependendo do sexo.Ou seja:Quando o pai é o portador pode
transmitir o cromossoma X a sua filhas ,mas nunca para seus
filhos.A mãe portadora tem a probabilidade de 50% de
transmitir o gen afetado a cada um de seus filhos e filhas.
TRATAMENTO
Na
atualidade não existe cura para a S. do X Frágil , mas
muitos experimentos estão se desenvolvendo através da
Terapia e Engenharia Genética . Mas , tratamentos medicamen-
tosos , educacional e ocupacional são realizados com êxito ,
auxiliando ao indivíduo
seu convívio familiar, escolar e social.
PROJETOS EM SANTA CATARINA
Barbato I.T. e cols(1999),realizaram
o primeiro estudo para determinar a Síndrome do X Frágil em
Santa Catarina através de Biologia Molecular.Projetos
iniciais na FURB (Universidade de Blumenau), e Univali
(Universidade de Itajaí)estão sendo realizados através de
questionários prévios(Randi Hangerman) em Escolas Municipais
e APAE fazendo uma pré-seleção para em seguida
determinar molecularmente
estes supostos indivíduos com S. do X Frágil.
PRIMEIRO
ENCONTRO SOBRE A
SÍNDROME
Oportunidade única para o
conhecimento desta síndrome será realizado o Primeiro
Encontro Catarinense sobre a Síndrome do X Frágil,com o
objetivo de divulgar melhor esta doença em nosso meio, e de
formar a Associação Catarinense da Síndrome do X Frágil.Auxiliando
assim melhor aos pais e profissionais que trabalham nesta área.A
data do encontro será dia 1º de setembro com convidados
Estrangeiros e Nacionais.
Local : Colégio
Elementar Menino Jesus ( Teatro), rua Bocaiúva (Florianópolis-SC).
PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS
Por ser uma Síndrome de
tratamento multidisciplinar ,vários profissionais devem ser
envolvidos.Como:Médicos,Biólogos,Psicopedagogos,Pedagogos,psicólogos,fonoaudilógos
e fisioterapeutas.
Ingrid Tremel Barbato(bióloga
e resp. pelo Laboratório Neurogene)
e-mail
neurogene@floripa.com.br
ou xfragil@floripa.com.br
fone: (48)2236891 fax:
(48)2230229
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